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Meu perfil BRASIL, Sudeste, SOROCABA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Livros, Arte e cultura, Cinema, Músicas, Vinhos, Internet |
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Templates By Marina
Tudo bem, pode ser uma Juliana, uma Ana, uma Patrícia ou uma Aline...
Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma, é o mesmo que possuir 10 ao mesmo tempo!
A "fila" anda, a coleção de "figurinhas" cresce, a conta de telefone é sempre altíssima. Mas e ai? O que isso te acrescenta?
Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca logo na sua vida?Se o tal "amor" é impontual e imprevisível que se dane!
Não adianta: as pessoas são impacientes! São e sempre vão ser! Tem gente que
diz que não é... "Eu não sou ansioso, as coisas acontecem quando tem que acontecer."
Mentira! Por dentro todo ser humano é igual: impaciente, sonhador, iludido...
Jura de pé junto que não, mas vive sempre em busca da famosa cara metade! Pode dar o nome que quiser : amor, alma gêmea, par perfeito, a outra metade da laranja... No fim dá tudo no mesmo.
Pode soar brega, cafona..
Mas é a realidade.
Inclusive o assunto "amor" é sempre cafonérrimo.
Acredito que o status de cafona surgiu porque a grande maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de viver um grande amor. Poucas pessoas experimentaram nesta
vida a sensação de sonhar acordada,de dormir do lado do telefone, de ter os olhos brilhando, de desfilar com aquele sorriso de borboleta azul estampado no rosto...
Não lembro se foi o "Wando" ou se foi o "Reginaldo Rossi" que disse em uma entrevista que se a Marisa Monte não tivesse optado pelo "Amor I love you" e que
se o Caetano não tivesse dito "Tô me sentindo muito sozinho.." eles não venderiam mais nenhum disco.
Não adianta, o publico gosta e vibra com o "brega". Não adianta tapar o sol com a peneira.
Por mais que você não admita: - Você ficou triste porque o Leonardo di Caprio morreu em Titanic" e ficou feliz porque a Julia Roberts e o Richard Gere acabaram juntos
em "Uma Linda Mulher".
Existe pelo menos uma música sertaneja ou um pagodinho" que te deixe com dor de
cotovelo;- Quando você está solteiro e vê um casal aos beijos e abraços no meio da rua você sente a maior inveja; você já se pegou escrevendo o seu nome e o da pessoa pelo qual você esta apaixonada no espelho embaçado do banheiro, ou num pedacinho de papel; você
já se viu cantando o mantra "Toca telefone toca" em alguma das sextas-feiras de sua vida, ou qualquer outro dia que seja; você já enfiou os pés pelas mãos alguma vez na vida e se atirou de cabeça numa "relação" sem nem perceber que você mal conhecia a outra pessoa e que com este seu jeito de agir ela te acharia um tremendo louco; - Você, assim como nos
contos de fada, sonha em escutar um dia o tal "E foram felizes para sempre".
Bem , preciso continuar?
Ok, acho que não... Negue o quanto quiser, mas sei que já passou por isso, e se não passou, não sabe o quanto está perdendo...
"O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance"
"Falo a língua dos loucos, porque não conheço a mórbida coerência dos lúcidos."
(Luiz Fernando Veríssimo)

José da Silva conseguiu trabalho de barqueiro. Certo dia, transportando um gramático, este homem lhe pergunta: O senhor conhece gramática? Não, em absoluto nada!, responde com firmeza José da Silva. Bem, permita-me dizer que você perdeu metade da sua vida!, replica com desdém o erudito.
Pouco depois, o vento começa a soprar e a barca fica a ponto de ser tragada pelas ondas. Justo antes de ir a pique, José da Silva pergunta ao passageiro: Sabe nadar? Não!, contesta, aterrorizado o gramático. Bom, permita-me dizer-lhe que você perdeu toda a sua vida!
Comentário pessoal: Bem nunca pensei que postaria algo sobre um gramático , já que sou da área, mas enfim....
Essa história me faz refletir sobre o que vale apena aprender na vida! Não no sentido conhecimento, acho que vocês me entenderam, não é mesmo?
Ao ler uma matéria da revista Super Interessante do mês de janeiro, refleti sobre um dos temas ali abordado – Ninguém mais diz não sei, segundo o poeta e jornalista Fabrício Carpinejar: “ Todos professam conhecimento sobre tudo e opinam sobre qualquer coisa. Parece que virou crime dizer “não sei”. Hoje o desejo secreto de cada um é ser Google. As conversas giram em torno de referências e não de conteúdos. Encontra-se informação , mas não se desenvolve o raciocínio para chegar até ela.
Com a Internet, Orkut e céleres estruturas de informação, criou-se uma geração de palpiteiros, mais do que formadores de opiniões. A vivência foi substituída pela vidência.
Inteligência é também a humildade de se calar e de se retirar para estudar mais, ao contrário do que vem sendo alardeados aos quatro cantos do cérebro: de falar a todo momento para mostrar erudição. Ninguém mais leva tema para casa.”
Diante do seus argumentos, mais os meus conhecimentos empíricos sobre o assunto cheguei a conclusão de que ele está certo, pois as pessoas sentem-se ignorantes ao dizer não sei, como se falar essas duas palavras fosse um crime, e quem as dissesse estaria sendo condenado a ignorância pelo resto de suas vidas, temos que ter a consciência de que é impossível saber tudo, e que somos ignorantes sim em determinados assuntos, concordo com Carpinejar quando cita o teólogo Nicolau da Cusa, em que recomenda a conscientização do que não se aprendeu para saber mais. Quem não sabe vai atrás.
Finalmente chego à conclusão citando uma frase que ouvi no 1° ano do Ensino Médio: “Mais vale ser ignorante por um minuto, do que ser ignorante a vida inteira.”
Dani Alves

Estou lendo esse livro, e estou amando! Pois ele retrata
de uma maneira veridíca a sociedade da época, e principalmente aqueles que
moravam num Cortiço. Ele foca a sensualidade das mulheres
brasileiras (uma das coisas mais interessantes do livro), e narra os interesses
masculinos como: PRAZER, MULHER e DINHEIRO.
Se vocês tiverem a oportunidade leiam!
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração
que acha que Tim Maia
estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a
esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer
sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome
de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional
que abre sorrisos tão largos que quase dá
pra engolir as orelhas, mas que
também arranca lágrimas
e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,
ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções
Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.
Clarice Lispector